Curso Educação para a Diversidade e Cidadania

Este blog tem por finalidade apresentar algumas sugestões de atividades referentes aos temas trabalhados durante o curso "Educação para a Diversidade e Cidadania", sendo assim esse é o nosso TCC, espero que vocês gostem!!!




domingo, 7 de fevereiro de 2010

Projeto EJA

Referente ao módulo 3 - unidade 1- Sujeitos e Saberes da Educação de Jovens e Adultos
PROJETO: “ O TRABALHO NOSSO DE CADA DIA”

Duração:- 30 dias, de preferência no mês de maio
Justificativa:

Este projeto está relacionado à importância do trabalho na vida do
homem. Foi proposto reflexões sobre as dificuldades que o trabalhador en-
contra na sua atividade diária, além de abordar assuntos de ordem prática co-
mo: a importância da carteira profissional, a segurança no trabalho e outros
direitos trabalhistas. Além da erradicação do trabalho infantil, a posição da
mulher no mercado de trabalho, e o lugar que ela ocupa na sociedade atual.
A discussão amplia-se para os problemas sociais e econômicos como, o
desemprego, a recessão e a inflação, e a posição do trabalhador perante as
dificuldades que enfrenta.
Objetivos:-

- Levar o aluno jovem e adulto a reconhecer e identificar diferentes tipos de
texto, analisando sua organização e suas características;
- Utilizar a linguagem oral expressando sentimentos e opiniões, e assim
defender pontos de vista com argumentos coerentes;
- Reconhecer seus direitos e deveres como cidadãos, trabalhadores aluno,
sentindo que fazem parte da comunidade em que vivem, sabendo de seus di-
reitos e deveres como trabalhador e cidadão.

Atividades desenvolvidas:

- Leitura de textos informativos:- A Carteira de Trabalho, Direitos Trabalhistas,
A Segurança no Trabalho, Mulheres no Mercado de Trabalho, O Trabalho
Infantil;
- Interpretação oral e escrita;
- Debates;
- Produção de texto:- “Meu primeiro emprego”;
- Pesquisas em jornais – classificados de empregos;
- Confecção de cartazes (os diferentes trabalhos) – atividade em equipe;
- Produto final:- exposição de um mural.

valores e educação

Referente ao módulo 2- unidade 2- Valores e Educação
VALORES E EDUCAÇÃO


"DUDH-ONU - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir um para com os outros em espírito de fraternidade."

O estudo da evolução dos direitos humanos é importante para que se perceba que são frutos de árduos trabalhos, realizados em diferentes momentos históricos em que referidos direitos foram concretizados, representando grandes conquistas da humanidade.
A Revolução Francesa praticamente foi a grande responsável pela afirmação histórica dos direitos humanos de primeira geração. A partir do final do século XVIII, com as primeiras Declarações de Direitos, temos a oposição de direitos em relação ao governo absolutista. Consequentemente, liberdade, igualdade e solidariedade são valores essenciais para a comunidade dos povos, uma vez que também são considerados como “suporte” para a oposição de direitos face ao arbítrio do Estado e ao abuso do poder econômico. A primeira geração de direitos abrange, basicamente, as liberdades individuais ou liberdades públicas, a exemplo das liberdades de locomoção, de pensamento, de reunião, de associação, de expressão, de culto, dentre outras.
Se os direitos individuais surgiram em primeiro lugar, no momento em que surgiram a sua compreensão era completamente diferente da que se tem hoje. Naquela época estes direitos eram vistos como direitos negativos, que pediam um não fazer do estado. As pessoas eram livres pelo simples fato do Estado nada fazer. Esta era uma compreensão liberal completamente superada. Hoje os direitos individuais são vistos como direitos que pedem um agir estatal ou pedem condições sócio-econômicas para que se efetivem. Portanto os direitos de primeira geração, aqueles direitos individuais, não são os mesmo direitos de hoje. Seu conceito e sua compreensão dentro do sistema de direitos mudaram bastante.
Os direitos de segunda geração é uma complementação aos direitos humanos da primeira geração. São os direitos coletivos, os chamados direitos de proteção sociais, que se caracterizam pelo direito dos cidadãos em exigirem uma prestação positiva do Estado para sua proteção. São as chamadas liberdades positivas dos cidadãos. São provenientes principalmente das lutas das classes trabalhadoras, após a Revolução Industrial. Os direitos previdenciários e os direitos trabalhistas são exemplos de direitos humanos de segunda geração. Abrangem também o direito à saúde, educação, lazer, habitação, repouso, saneamento, etc.
Mesmo que se fale em gerações, cabe deixar claro que não existe nenhuma hierarquia ou sucessão entre os direitos fundamentais, devendo ser tratados como valores interdependentes e indivisíveis. Além do mais, a evolução desses direitos não seguiu uma ordem cronológica em todos os lugares ou situações históricas, ou seja, os direitos humanos não se sucedem no tempo, as gerações antecedentes não caducam, mas se cumulam e se complementam. Dessa forma, a doutrina mais moderna vem preferindo a utilização do termo dimensões de direitos fundamentais.
Todos nós temos que lutar pelos nossos direitos e pelos direitos de todos. Os direitos humanos foram grandes conquistas da humanidade que precisam ser respeitadas e as autoridades precisam garantir o seu cumprimento, só assim conseguiremos diminuir as barreiras da desigualdade que existe em nosso país.
Como pessoas e educadores, pois não se separa um do outro, temos que ter uma prática educativa consciente. Poderemos transformar a sociedade respeitando as diferenças através de nossos exemplos, da relação que fazemos entre o pensamento, a fala, as ações e da reflexão permanente de valores.
Temos o dever de contribuir para formar uma sociedade melhor, onde a individualidade de cada um seja respeitada, para que se possa diminuir as desigualdades sociais. E somos uma classe de trabalhadores privilegiada, pois temos essa oportunidade em nossas mãos; muitos trabalham com números, mercadorias, papéis, etc... Nós trabalhamos com pessoas, seres humanos que precisam apenas de oportunidades para fazer um mundo melhor.Vamos fazer a nossa parte de educadores, plantando a nossa sementinha.



Referências
Disponível em:

http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/4mostra/pdfs/8.pdf
http://www.direitoshumanos.usp.br/
http://www.pt.wikipedia.org/
Acesso em: 15 out. 2009.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Histórico da EaD no Brasil

Referente ao módulo 1 - unidade 3- Os novos rumos da Educação
Histórico da EaD no Brasil


Projetos que contribuíram para a disseminação da Educação a Distância:

• Em 1904: escolas internacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência; Este modelo foi consagrado com a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, concebida por um grupo liderado por Henrique Morize e Roquete Pinto (1923).
• Entre 1922 e 1925, houve no Brasil um importante trabalho educativo através do rádio;
• Em 1934: Edgard Roquete-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio. Estudantes tinham acesso prévio a folhetos e esquemas de aulas. Utilizava também correspondência para contato com estudantes;
• Em 1939: surgiu o Instituto Monitor, em São Paulo;
• Em 1941: primeira Universidade do Ar, que durou dois anos;
• Em 1947: Nova Universidade do Ar, patrocinada pelo SENAC, SESC e emissoras associadas;
• Em 1961/65: Movimento de Educação de Base (MEB) – Igreja Católica e Governo Federal utilizavam um sistema radio--educativo: educação, conscientização, politização, educação sindicalista etc.
• Em 1970: A partir da década de 70, foram institucionalizadas em diversos países como Alemanha, Inglaterra, França, Espanha, Canadá, estados Unidos, Portugal e na América Latina universidades públicas voltadas exclusivamente para a oferta de cursos a distância.
• Projeto Minerva – convênio entre Fundação Padre Landell de Moura e Fundação Padre Anchieta para produção de textos e programas;
• Foi feito o remake da série americana Sesame Street ( Vila Sésamo), uma parceria da TV GLOBO com a TV CULTURA DE SÃO PAULO que foi a primeira grande experiência brasileira de uso efetivamente pedagógico do meio televisual de massa.
• Entre 1970 e 1980, instituições privadas e organizações não governamentais (ONGs) começaram a oferecer cursos supletivos a distância.
• Em 1972, o Governo Federal enviou à Inglaterra um grupo de educadores, tendo à frente o conselheiro Newton Sucupira: o relatório final marcou uma posição reacionária às mudanças no sistema educacional brasileiro, colocando um grande obstáculo à implantação da Universidade Aberta e a Distância no Brasil;
• Em 1976 a TV GLOBO realiza outra programação infantil educativa, baseada na obra de Monteiro Lobato, foi criado o Sítio do Pica-pau Amarelo em parceria com a TV Educativa do Rio de Janeiro.
• Em 1977 as organizações Globo criam uma nova instituição a Fundação Roberto Marinho – programa de educação supletiva a distância, para 1º e 2º graus;
• Em 1991 a Universidade Federal de Mato Grosso pensou na possibilidade de ofertar um curso de graduação a distância para professores da rede pública.
• Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92);
• A partir de 1994 as universidades brasileiras passaram a se dedicar à pesquisa e à oferta de cursos superiores a distância e ao uso de novas tecnologias nesse processo.
• Em 1995 foi criada a ( SEED ) Secretaria de Educação a Distância.
• Em 1996 foi aprovada a LDB ( lei n° 9.394, de 20/12/1996) que aprovou a Educação a Distância como modalidade para o sistema de ensino.
• Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9.394/96, de 20/12/96, o Instituto Universal Brasileiro foi legalmente reconhecido como instituição de ensino de 1º e 2º Graus a distância
• a Constituição brasileira, pelo Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, regulamentou o Art. 80 da Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo as normas e regras da educação à distância no Brasil,
• Entre 1999 e 2001 universidades virtuais formaram redes de cooperação acadêmica, tecnológica ou comercial;
• Em 2000 o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão CEPE UFPR exarou a Resolução n° 54/00 que instituiu o Currículo Pleno do Curso de Pedagogia- Séries Iniciais do Ensino Fundamental na modalidade de EaD.
• Segundo os dados oficiais do Anuário Brasileiro de Educação a Distância, publicado pela ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância):
• - Pelo menos 1.278.022 de brasileiros estudaram por EAD em 2005, tanto pelos cursos oficialmente credenciados quanto por grandes projetos nacionais públicos e privados.
• - O número de instituições que ministram EAD de forma autorizada pelo sistema de ensino cresceu 30,7%, passando de 166 (em 2004) para 217 (em 2005).
• - O número de alunos que estudam nessas instituições cresceu ainda mais, passando de 309.957 (em 2004) para 504.204 (em 2005).
• - No ano de 2005 houve um pico na oferta de novos cursos a distância. Foram oferecidos, pelas instituições da amostra, 321 novos cursos neste ano, contra 56 novos cursos em 2004 e 29 novos cursos em 2003.

Ao realizar esta pesquisa aprendi muitas coisas novas com relação a EaD, acontecimentos que eu não tinha conhecimento.
A EaD já percorreu um longo caminho até hoje, com muitos fatos marcantes durante a sua história e com certeza vai continuar se aperfeiçoando buscando sempre o melhor para a educação brasileira.
As minhas expectativas em relação a EaD são que cada vez mais sejam oferecidos cursos nessa modalidade, para que possamos alcançar um maior número de pessoas que desejam aprimorar os seus conhecimentos.
“ Tanto a educação a distância quanto a educação presencial são potencialmente boas ou medíocres, dependendo do projeto e da seriedade dos profissionais envolvidos” ( Onilza Borges Martins)
Essa frase expressa exatamente o que temos que valorizar em um curso a distância, a seriedade e o compromisso de todos os que estão envolvidos nesse processo.

Referências
http://www.ead.ufms.br/ambiente/historico/
http://www.novomilenio.inf.br/idioma/19810900.htm
http://ccvap.incubadora.fapesp.br/portal/coletivo/1-historico-daead
http://edsonary.blogspot.com/2007/06/grupo-3-breve-histria-da-ead-no-brasil.html
http://www2.pucpr.br/reol/idex.php/DIALOGO?dd99=atual
http://www.scielo.br/pdf/es/v23n78/a08v2378.pdf