terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Gênero e Diversidade Sexual na Escola
Gênero e Diversidade Sexual na Escola
1/9/2008
Paulo Gois Bastos
Luiz Cláudio Kleaim
Plur@l – Grupo de Diversidade Sexual¹ *
“Já se disse, muitas vezes, que sem a sexualidade não haveria curiosidade e sem curiosidade o ser humano não seria capaz de aprender. Tudo isso me leva a apostar que teorias e políticas voltadas, inicialmente, para a multiplicidade da sexualidade, dos gêneros e dos corpos possam contribuir para transformar nossos modos de pensar e de aprender, de conhecer e de estar no mundo em processos mais prazerosos, mais efetivos e mais mais intensos.”
Guacira Louro
A professora pede que seus alunos levem seus brinquedos preferidos para a sala de aula. Ludivic, um dos meninos, traz como brinquedo um casal de bonecos. A sala cai em risadas e a professora, com sorriso constrangido, sugere que o garoto devolva os brinquedos para a irmã em casa ou junte-se a uma colega que também trouxe os mesmos bonecos. O garoto, visivelmente contrariado, percebe que a sua preferência lúdica não teve o mesmo respeito que a dos demais. A professora, atordoada, procura contornar a situação, porém, sem discutir a atitude do seu aluno. Essa história é uma cena do filme Minha Vida em Cor de Rosa (de Alain Berliner, 110 minutos, 1997). A obra narra a história de Ludovic, um menino que brincava de boneca e gostava de meninos. Assim como na ficção, esse tipo de situação é, quase sempre, causador de incômodo, estranhamento e constragimento no ambiente escolar.
A professora agiu corretamente? O que ela deveria ter feito? Ter recolhido o brinquedo? Ter orientado Ludovic para que ele brincasse com carrinhos? Ter repreendido toda a turma pelas risadas e gozações, protegendo, assim, o garoto? Ter questionado a turma o riso e estranhamento? Ter dado uma aula sobre quais brinquedos são para meninos e meninas?
De um modo geral, na escola, quando um menino apresenta uma predileção por brincar de bonecas, não participa de brincadeiras e jogos com outros meninos ou porta-se de maneira mais “delicada” e “sensível”, há um constragimento dos demais com relação a sua orientação sexual. Esse incômodo é exterior ao garoto, são seus colegas e professores que não têm “clareza” da orientação sexual dele e, por isso, cobram-lhe atos que perfaçam um universo mais adequado para ele, atos esses que o enquadrem e estabeleçam a expectativa de normalidade desse corpo masculino.
Situações como as de uma menina brigona que bate em meninos; de meninas que gostam de jogar futebol; de meninos que decoram e colorem o caderno; do uso de roupas mais femininas por meninos e de roupas masculinas por meninas; e de muitas outras parecem tirar o sossego de muitos professores e professoras. Na maioria das vezes, a reação dos profissinais da educação é a de atribuir, à orientação sexual do seu aluno ou aluna, a causa desses constrangimentos. E, mesmo quando essa constatação acontece, há uma fuga da problematização dessas diferenças junto a todo o corpo escolar.
Mesmo quando se aborda a questão da orientação, ficam algumas lacunas ao evidenciar as nuances atreladas à noção de sexualidade, pois ela não está apenas limitada ao objeto de desejo erótico-afetivo. Sua manifestação e os significados que lhe atribuímos estão envoltos de diversos outros significados. Nos casos acima exemplificados, estamos tratando do modo como se estabelecem as relações entre homens e mulheres, homens e homens e mulheres e mulheres. Estamos falando de gênero .
Gênero é uma forma de significar os corpos sexuados de homens e de mulheres. É uma construção social imposta sobre os corpos. A engenharia do gênero pode ser ilustrada da seguinte maneira: quando uma gestante recebe o resultado de sua ultrassonografia, na qual é revelada a genitália da criança, aciona-se um rol de atitudes preparatórias para antes e depois do nascimento. A arquitetura do quarto, o vestuário, os brinquedos, o comportamento de familiares e o que se esperará dessa criança constituem exemplos deste dispositivo de sexo em ação que começa a funcionar antes mesmo do seu nascimento. Esses significados do gênero agem como uma rede de interações discursivas de diversas instituições na produção de corpos-homens e corpos-mulheres.
Exemplos banais das tecnologias discursivas de gênero são encontrados em sentenças como “meninos não choram”, “meninas brincam de boneca!”, “menina, sente direito!”, “homem tem que ser forte”, “mulher tem que ser amorosa” etc. Em Minha Vida em Cor de Rosa há um estranhamento. Essas tecnologias parecem falhar tendo sua eficácia questionada. Por tratar-se de uma construção cultural, que marca os corpos, esse conjunto de significados está fadado a ser tensionado e borrado.
Ludovic , dono de um corpo biologicamente masculino, põe a artificialidade dessa construção em evidência. Devido ao questionamento dos seus atos, ele passa a ser enquadrado como orientado de uma sexualidade diferente da do restante de seus colegas. Entretanto, a situação apresentada pelo filme ultrapassa as questões de orientação sexual. Não se trata apenas da definição de um objeto sexual, mas de como aquele garoto “descumpriu” aquilo que se espera de um individuo masculino da sua idade, ou seja, são exigidas dele performances de gênero que garantam a sua heterossexualidade.
Nesse aspecto, o gênero é sofisticadamente heteronormativo uma vez que ele se realiza por meio de reificações, reiterações e regulações desse corpo na exigência de seu destino exclusivamente heterossexual.
Trabalhar gênero e orientação sexual na sala de aula exige um olhar atento dos diversos agentes que atuam no processo educacional. É redundante dizer que a escola é um espaço de socialização dos mais impactantes na (re)definição de valores, inclusive na reificação das tecnologias do gênero. Não se trata de utilizar manuais ou fórmulas prontas para lidar com essas questões, mas, a partir das demandas e experiências de alunos e professores, colocar essa problemática em evidência.
Não é preciso ir muito longe para buscarmos referências de como tratar essa temática no processo educacional. Os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) já trazem diretrizes e elementos para nortear a abordagem transversalizada da Orientação Sexual. Uma observação atenta a esse texto é um pontapé para que o gênero também seja um conteúdo problematizado de maneira crítica e transformadora no cotidiano escolar.
A recusa a ou tratamento inadequado da referida temática, por parte da escola, contribui para perpetuar práticas e valores machistas e hetoressexistas. Dessa forma, o processo educacional fica em descompasso com os Direitos Humanos e com uma educação pluralista, princípios estes assegurados por nossa Constituição. Cabe-nos, enquanto educadores e educadoras, potencializarmos a curiosidade inerente à sexualidade, obtendo assim um instrumento para o aprendizado de uma vida sexual criativa, prazerosa e responsável.
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REFERÊNCIAS:
BENTO, Berenice. Corpos e Próteses : dos limites discursivos do dimorfismo. http://www.fazendogenero7.ufsc.br/artigos/B/Berenice_Bento_16.pdf . 2006?. Acesso em 10/10/2006.
______. A reinvenção do corpo : Sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
Brasil . Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos
temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
Brasil . Parâmetros curriculares nacionais: Orientação Sexual.
Brasília: MEC/SEF, 1997.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero Feminismo e subversão da identidade. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
LOURO, Guacira (org). O Corpo Educado: Pedagogias da Sexualidade. 2. ed. 3ª reimpressão. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Minha Vida em Cor de Rosa. Direção: Alain Berliner. Produção: Haut et Court. 110 min. 1997.
SCOTT, Joan W. “El género: uma categoria útil para el análisis histórico”. 1996. Em: Lamas Marta Compiladora. El género : la construcción de la diferencia sexual. PUEG, México, 1996, p. 265-302.
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1- O Plur@l – Grupo de Diversidade Sexual é um programa de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo. O Grupo existe desde 2004 e desenvolver ações de pesquisa, estudo e intervenção sobre a temática do gênero e da diversidade sexual. Contato: plural_es@yahoo.com.br e www.grupoplural.blogspot.com .
* Paulo Gois Bastos, jornalista, graduando em Comunicação Social/Ufes; Luiz Cláudio Kleaim, prof. da rede estadual, graduado em Letras/Ufes. Ambos integrantes do Plur@l – Grupo de Diversidade Sexual.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
educação indígena
“ Educação indígena é algo a ser conquistado e Educação para o índio é algo a ser evitado... O que se vem fazendo é sim, uma Educação para o Índio, pois todos os programas desenvolvidos no sentido de se implementar um processo de ensino e aprendizagem entre grupos indígenas têm como parâmetro a escola formal. ( KAHN, 1994, p. 137)”
Há cinco séculos, os portugueses chegaram ao litoral brasileiro, dando início a um processo de migração que se estenderia até o início do século XX, e paulatinamente foram estabelecendo-se nas terras que eram ocupadas pelos povos indígenas.
Quando os jesuítas chegaram por aqui eles não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia; trouxeram também os métodos pedagógicos.
A educação indígena foi interrompida com a chegada dos jesuítas. Quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira.No Brasil os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo.
O Brasil se fez moderno e como todo Estado moderno, se define como Estado-nação, isto é, pressupõe a existência de uma população unida pela cultura e pela tradição. Sendo assim os índios não fazem parte desta nação eles entram na constituição brasileira como povos.
Mas, o que a antropologia vem demonstrando cada vez mais, é que as populações indígenas constituem, do ponto de vista social e cultural, verdadeiras nações organizadas em pequenas unidades economicamente autônomas e politicamente independentes.
Segundo Ferreira ( 2001 ), a história da educação escolar entre os povos indígenas no Brasil pode ser divida em quatro fases. A primeira, mais extensa, inicia no Brasil colônia, quando a escolarização dos índios esteve nas mãos de missionários católicos, especialmente jesuítas. O segundo momento é marcado pela criação do SPI ( Serviço de Proteção ao Índio ), em 1910, e se estende à política de ensino da FUNAI ( Fundação Nacional do Índio ), e a articulação com o SIL ( Summer Institute of Linguistics ) e outras missões religiosas. A terceira fase vai do fim dos anos 60 aos anos 70, destacando-se nela o surgimento de organizações não governamentais: Conselho Indigenista Missionário ( CIMI), Operação Amazônia Nativa (OPAN ), Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Comissão Pró-Índio, entre outras, e do movimento indígena. A quarta fase se delineia pela iniciativa dos próprios povos indígenas, nos anos 80, que passam a reivindicar a definição e a autogestão dos processos de educação formal. Os índios entram em cena para debater a política de escolarização e para exigir o direito a uma educação escolar voltada aos seus interesses, ou seja, uma educação que respeite as diferenças e as especificidades de cada povo.
Nos primeiros séculos do processo de colonização, a Companhia de Jesus teve papel emblemático no que se refere à educação e catequização da América Portuguesa. Uma das estratégias da época para atrair os nativos, era agir sobre as crianças, através dos meninos órfãos, para assim, chegar até os mais velhos.
A educação indígena nasceu de um projeto colonialista que perdurou até recentemente. Somente a partir da metade dos anos 70 que se iniciam, no Brasil, programas para a escola indígena com o objetivo de transformar esta escola.
Em 1979 foi fundado o CTI por jovens antropólogos que queriam criar um diálogo com os indígenas que, de alguma forma, viabilizasse uma superação do indigenismo clássico colonialista, evolucionista e civilizatório.A proposta do CTI para a alfabetização indígena sugeria que se ensinasse o alfabeto na língua portuguesa e não na língua nativa; na matemática só deveriam ser ensinadas as operações fundamentais.
Esta concepção de alfabetização tomou forma, foi aplicada e, possivelmente, ainda hoje é aplicada em vários grupos indígenas em todo o território brasileiro.
O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) sempre fez questão de alfabetizar na língua nativa.
No período que vai de meados da década de 70 até o final de 80, a escola indígena, foi aguerrida. Esta escola não tratava somente de passar o alfabeto e a matemática, sua filosofia era a autonomia e, fundamentalmente, a autonomia cultural.
Com a nova república as ONGs desaparecem para dar lugar à FUNAI.
No final dos anos 80 e começo dos anos 90, consolidou-se uma reflexão antropológica sobre a educação indígena.
A chamada revolução tecnológica nas comunicações afetou a área de alfabetização: o alfabeto levou séculos para chegar às aldeias, porém, agora, os aparelhos eletrônicos e, mais recentemente, o celular levou somente décadas.
A escola indígena é uma realidade em processo. Os professores indígenas tem, hoje, um papel complexo e um trabalho monumental, pois cabe a eles desenhar o curriculum daqui pra frente.
REFERÊNCIAS:
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/heb14.htm disponível em 15/12/09
http://http//www.funai.gov.br/indios/fr_conteudo.htm%3E disponível em 15/12/09
http://http//www.ufmt.br/revista/arquivo/rev21/mariana_wiecko.htm disponível em 15/12/09
educação ambiental
EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRÁTICA EDUCACIONAL

A questão ambiental tem sido atualmente alvo de discussões na sociedade, tanto no ambiente político, empresarial como acadêmico. Termos como aquecimento global e desenvolvimento sustentável passaram a fazer parte do vocabulário do dia a dia das pessoas.
A preocupação tornou-se constante, mas pergunta-se: o que as pessoas têm feito para mudar suas atitudes com relação à questão ambiental? Mesmo distante das decisões sobre as grandes questões ambientais, há muitas atitudes que qualquer cidadão pode tomar em seu convívio social.
È comum, e quase natural, pessoas jogando papel nas ruas e calçadas, sem ter uma preocupação com os danos que essa atitude pode estar causando ao meio ambiente.
Muitas vezes as pessoas realizam, inconscientemente, algumas ações como, por exemplo, esquecem torneiras ligadas, não apagam as luzes ao ser o último a sair de determinado ambiente e pode-se perceber que essas ações são automáticas.
Mudar o comportamento de pessoas adultas, com hábitos já arraigados, e que não receberam uma educação ambiental exige um grande esforço. A maneira pela qual o homem assimila determinados conteúdos vai estabelecer conceitos padrões dentro de si, que geralmente são persistentes.
Quando criança, o homem recebe algumas informações que vão formando idéias e conceitos que passarão a fazer parte integrante da sua vida, conduzindo-o sempre em suas decisões e atitudes comportamentais, por isso torna-se importante sensibilizar as pessoas com relação a questão ambiental para que possam agir de forma ética em relação ao meio ambiente.
As discussões tocam exatamente neste ponto, pois é chegada a hora de repensarmos nossas atitudes e criarmos um padrão de comportamento mais coletivo pensando no bem estar de toda uma sociedade da qual fazemos parte e, disso depende a nossa condição de vida, tanto em termos de recursos naturais como em saúde.
Nesse sentido se faz necessário que as pessoas mudem seus hábitos para contribuir com a preservação do patrimônio que pertence a todos, o meio ambiente.
Mas a realidade que se enfrenta para resolver essa questão não é das mais simples porque é quase inerente no ser humano a dificuldade de mudar hábitos, sejam eles quais forem, alguém sempre irá resistir quando se tiver que mudar algum hábito.
A mudança de atitude em relação ao meio ambiente implica em duas questões fundamentais, o exercício da cidadania, compreendida como sendo a consciência de seus deveres e direitos no convívio social e a responsabilidade social, como sendo os efeitos que cada ação pode interferir na sociedade como um todo, pois quando o indivíduo toma consciência de seus deveres e direitos perante si mesmo e a sociedade em que vive e age sempre respeitando o bem comum, pode-se obter o primeiro passo em direção à mudança de atitude.
Pela própria natureza da questão ambiental, a aquisição de informações sobre o tema é uma necessidade constante para todos. Isso não significa dizer que os professores deverão “saber tudo” para que possam desenvolver um trabalho junto aos alunos, mas, sim, que deverão se dispor a aprender sobre o assunto e, mais do que isso, transmitir aos seus alunos a noção de que o processo de construção e de produção do conhecimento é constante.
O trabalho de Educação Ambiental deve ser desenvolvido a fim de ajudar os alunos a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria. Para isso, é importante que possam atribuir significado àquilo que aprendem sobre a questão ambiental.
A perspectiva ambiental oferece instrumentos para que o aluno possa compreender problemas que afetam a sua vida, a de sua comunidade, a de seu país e a do planeta. Muitas das questões políticas, econômicas e sociais são permeadas por elementos diretamente ligados à questão ambiental. Nesse sentido, as situações de ensino devem se organizar de forma a proporcionar oportunidades para que o aluno possa utilizar o conhecimento sobre Meio Ambiente a fim de compreender a sua realidade e atuar sobre ela. O exercício da participação em diferentes instâncias (desde atividades dentro da própria escola até movimentos mais amplos referentes a problemas da comunidade) é também fundamental para que os alunos possam contextualizar o que foi aprendido.
Os conteúdos de Meio Ambiente serão trabalhados através da transversalidade, pois serão tratados nas diversas áreas do conhecimento, de modo a impregnar toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, criar uma visão global e abrangente da questão ambiental.
Percebe-se que a questão ambiental é um fato social e político.
Trabalhar esse tema na escola constitui-se uma questão de preservação da vida.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados de modo a servir de referencial para o trabalho educativo do professor, podendo ser adaptados à realidade de cada região.
Os objetivos e conteúdos trabalhados pelo docente devem visar à formação dos indivíduos, proporcionando-lhes conhecimentos de que necessitam para crescerem e atuarem como cidadãos conscientes na sociedade. A Educação Ambiental deve ser trabalhada de modo a atender às realidades brasileiras, sempre observando as peculiaridades de cada região e tendo o entendimento de que a preservação ambiental é a preservação da própria vida.
No ano de 2009 na escola em que trabalhamos, desenvolvemos um projeto com a idéia de construir, com as crianças, uma consciência sobre o meio em que vivem, reconhecendo-se como parte do mesmo. O principal objetivo era que, a partir dessa consciência, eles contribuíssem para o desenvolvimento de atitudes de respeito e preservação.
O tema foi trabalhado de diversas maneiras:
- Leitura de textos relacionados ao tema;
- Passeata no dia mundial do meio ambiente, sensibilizando a comunidade;
- Produção de cartazes;
- Confecção de um livro sobre o meio ambiente;
- Produção de brinquedos com materiais recicláveis;
- Reciclagem com sobras de papel;
- Economia de água através do projeto de higiene bucal;
- Desenvolvimento do hábito de apagar luzes e desligar ventilador ao sair do ambiente da sala de aula;
- Conscientização da necessidade urgente de preservação;
- Descarte correto de lixo eletrônico ( pilhas e baterias)
- Etc.
O projeto é apresentado aos alunos e à comunidade no sentido de mostrar a cada ser humano que, independente da posição que ocupe dentro do planeta, e com pequenas atitudes podem colaborar para a manutenção e conservação do ambiente.
A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988 que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: "promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente".
É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Nossos Projetos exploram fatos do cotidiano dos alunos e podem ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental.
Certamente, não vamos sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem um Planeta melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós teremos descendentes próximos ainda vivos.Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.
Referências:
MORENA, Julina. Meio Ambiente: Uma questão de Atitude. O Diário on-line, Maringá, 2009. Disponível em:
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: meio ambiente, saúde. Brasília: 1997. vol. 9. p. 47 a 54.
Educação Ambiental Urbana - uma alternatiava de ensino nos grandes centros urbanos
Ambiente Brasil - Educação Ambiental
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
MÚSICA
Toquinho
Herdeiros Do Futuro

A vida é uma grande amiga da gente
Nos dá tudo de graça pra viver
Sol e céu, luz e ar
Rios e fontes, terra e mar
Somos os herdeiros do futuro
E pra esse futuro ser feliz
Vamos ter que cuidar
Bem desse país
Vamos ter que cuidar
Bem desse país
Será que no futuro haverá flores?
Será que os peixes vão estar no mar?
Será que os arco-íris terão cores?
E os passarinhos vão poder voar?
Será que a terra vai seguir nos dando
O fruto, a folha, o caule e a raiz
Será que a vida acaba encontrando
Um jeito bom da gente ser feliz?
Vamos ter que cuidar
Bem desse pais.
Vamos ter que cuidar
Bem desse país
Será que no futuro haverá flores?
Será que os peixes vão estar no mar?
Será que os arco-íris terão cores?
E os passarinhos vão poder voar?
Será que a terra vai seguir nos dando
O fruto, a folha, o caule e a raiz
Será que a vida acaba encontrando
Um jeito bom da gente ser feliz?
Vamos ter que cuidar
Bem desse pais.
Vamos ter que cuidar
Bem desse país
Beatriz Sampaio
EZA EZA EZA vamos proteger a natureza
ÃO ÃO ÃO cada bichinho tem sua função,
A aranha come o bichão
O patinho come o peixinho
E a cobra come os bichinhos que nascem
então
ÃO ÃO ÃO cada bichinho tem sua função,
O jabuti come as flores
O sapo come as mosca,
E a abelha faz o mel para deixar tudo
mais doce
EZA EZA EZA vamos proteger a natureza
O besouro come as folhinhas
A libélula pousa na água
E o pelicano tem um bocão para
comer um peixão
ÃO ÃO ÃO cada bichinho te sua função
chegando,e com todos os seus
pés a festa vai animando
EZA EZA EZA vamos proteger a natureza
ÃO ÃO ÃO cada bichinho tem sua função
Vamos cumprir nossa parteNão deixando lixo no chão não poluindo os rios e protegendo os bichinhos que
la vivem então,agora você viu como
natureza é importante,agora vamos
embora,com todos os bichinhos falando tchau,tchau

O aquecimento global não é um fenômeno natural, mas um problema criado pelos homens. Qualquer pequena tora de madeira, cada gota de óleo e gás que os seres humanos queimam são jogados na atmosfera ...
ANIMAÇÃO:PAULOZOLA, MÚSICA:FRANCIS MONTEIRO. VÍDEO SOBRE RECICLAGEM E MEIO AMBIENTE. VAMOS PRESERVAR A NATUREZA COM O SAPAROTI.
